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Diários do Abismo

15 e 16 de Junho

 

ATRIZ MARIA PADILHA COMPLETA 40 ANOS DE CARREIRA E ESTREIA SEU PRIMEIRO MONÓLOGO: “DIÁRIOS DO ABISMO”, COM DIREÇÃO DE SERGIO MÓDENA

 

“Não é, absolutamente, um diário íntimo, mas tão apenas o diário de uma hospiciada, sem sentir-se com direito a escrever as enormidades que pensa, suas belezas, suas verdades. Seria verdadeiramente escandaloso meu diário íntimo.” (Maura Lopes Cançado)

 

Com apenas dois livros publicados e considerada uma das maiores autoras do país, a mineira Maura Lopes Cançado terá uma de suas obras encenada no Teatro II do CCBB, a partir de 13 de setembro. “Diários do Abismo” é uma adaptação de Pedro Brício para “Hospício é Deus”, primeiro livro de Maura. “Ganhei o livro de presente do Ney Latorraca, que disse: aqui tem uma grande personagem”, revela Maria Padilha, que completa 40 anos de carreira e estreia seu primeiro monólogo. O espetáculo dirigido por Sergio Módena é um relato autobiográfico que a escritora fez nos sanatórios e clínicas em que esteve internada, enquanto vivenciava o horror dos tratamentos psiquiátricos da época. “O que Maura escreve sobre a natureza humana, loucura, sanidade e religiosidade impressiona pela assustadora lucidez com que aborda os temas”, descreve Módena.

Prestes a completar 90 anos de nascimento, a escritora mineira de São Gonçalo do Abaeté, que faleceu há 25 anos, foi festejada na época pela nata da literatura brasileira.  Segundo o escritor Otto Lara Resende, “Maura é um testemunho de que a vida é muito forte, sobretudo quando se encarna em alguém da qualidade e do talento que ela tem. Maura é única e insubstituível”. Para o poeta Ferreira Gullar, “um dos mais contundentes depoimentos humanos já escritos no Brasil”.  Segundo Carlos Heitor Cony, Maura é maior que a autora de “A Hora da Estrela”. “Clarice, de certa forma, viveu em sua redoma: Maura não. Maura não é peixe de aquário: é peixe de oceano, que vai fundo.”

Nascida em uma família rica e importante de Minas Gerais, Maura Cançado aos 7 anos de idade já tinha o hábito de inventar personagens para si mesma. Foi nesta época que os ataques epiléticos começaram. Diagnosticada como psicótica, passou por diversos sanatórios e clínicas psiquiátricas. Em seu diário contava fatos determinantes de sua vida antes e durante sua internação, denunciando os terríveis métodos de tratamento praticados. Estreou em 1959 como escritora no Suplemento Dominical do Jornal do Brasil. Em 1965 foi publicado “Hospício é Deus”. Em 68, “O Sofredor do Ver”. Os títulos foram reeditados pela editora Autêntica em 2015. Teve seu nome maculado na história da literatura ao matar por estrangulamento uma interna grávida. Após o episódio, Maura parou de escrever e foi esquecida por formadores opinião e escritores. Solta em 1980, ainda passou por outras clínicas nos últimos anos de sua vida. Faleceu no dia 19 de dezembro de 1993 devido a um infarto.

 

O cenário não realista de André Cortez propõe a visão de Maura em relação ao espaço cênico; como esta “mulher poeta” enxerga o quarto do hospício. Camas de hospital se transformam nas páginas do diário, janelas que são espaço de liberdade e prisão. Os elementos do hospício são componentes da narrativa. O figurino de Marcelo Pies segue a mesma estética. Um uniforme de hospiciado bem longo, que evoca também religiosidade. A trilha de Marcelo H é atemporal e cria atmosferas, ruídos e sonoridades, como se o som reverberasse da cabeça de Maura. O iluminador Paulo César Medeiros completa a ficha técnica.

SERVIÇOS


15 e 16 de Junho

Sábado às 21h e Domingo às 19h

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Duração: 70 Minutos

12 Anos

R$ 60,00 / R$ 30,00

Vendas na bilheteria:
quarta a sexta, das 13h às 21h.
Aos Sábados das 11h as 21h.
Aos domingos, das 13h às 19h.

Ponto de vendas sem taxa:
Teatro Colinas

Formas de pagamento:
Dinheiro, cartões de crédito e débito.

Capacidade: 324 lugares

PARA COMPRA ON LINE

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Fone: (12) 3204- 5236

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